terça-feira, 24 de junho de 2014

TULIP - beautiful flower but bad theology

OS PONTOS DO CALVINISMO

Os Cinco Pontos do Calvinismo, (conhecidos como TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês) são uma síntese dos cânones teológicos definidos no Sínodo de Dordrecht, no âmbito da disputa entre calvinistas e arminianos acerca das doutrinas da Graça e da predestinação. Eles refletem a típica soteriologia do movimento calvinista, interpretando a natureza da graça de Deus na salvação da criatura humana. Seu eixo é a afirmação de que Deus é perfeitamente capaz de salvar cada pessoa que Ele tenha a intenção de tornar objeto de sua graça salvadora e que seu trabalho não pode ser frustrado por algo ou alguém que fique no caminho, na tentativa de impedir sua conclusão.

Os Cinco Pontos do Calvinismo tiveram sua origem a partir de um protesto que os seguidores de James Arminius (como vimos em postagens anteriores). As doutrinas às quais os arminianos fizeram objeção eram as relacionadas com a soberania divina, a inabilidade humana, a eleição incondicional ou predestinação, a redenção particular (ou expiação limitada), a graça irresistível (chamada eficaz) e a perseverança dos santos. Essas são doutrinas ensinadas nesses símbolos da Igreja Holandesa, e os arminianos queriam que elas fossem revistas.

Esses Cinco Pontos são:

Em Inglês
  Tradução Livre
T - Total Depravity
  Depravação Total
U - Unconditional Election
  Eleição Incondicional
L - Limited Atonement
  Expiação Limitada
I - Irresistible Grace
  Graça Irresistível
P - Perseverance of the Saints
  Perseverança dos Santos

Abaixo transcrevo parte do discurso de Dave Hunt falando sobre o assunto. (Dave Hunt estava na Inglaterra falando a respeito de seu Livro: What Love Is This?: Calvinism's Misrepresentation of God -Que Amor é Esse?: Calvinismo uma falsa representação de Deus)

"Bem, o que eles estão ensinando? Qual a essência do calvinismo? É algo chamado "TULIP", um acrônimo que alguém chamou de "uma bela flor , mas péssima teologia". Claro que isso depende de seu ponto de vista. Talvez tenhamos calvinistas na plateia hoje. Nas páginas 89 e 90 eu apresento o que eles acreditam e cito a confissão de Westminter e os Cânones de Dort para ter certeza que não estou representando-os de jeito errado.

E, como muito de vocês sabem o "T" "total depravity"  significa "depravação total" .Se você perguntar, você acredita na depravação total, provavelmente a maioria dos crentes diria... "Sim, mas tenho duvida quanto a 'total', o que você quer dizer com isso? Mas com a "depravação total" o calvinista quer dizer "inabilidade". Um não cristão, mesmo aquele que foi eleito e predestinado por Deus na eternidade passada, até que ele seja regenerado - todas as pessoas deste mundo - é incapaz por  natureza de crer no Evangelho; é incapaz de responder, incapaz de aceitar a Cristo. Totalmente incapaz. Com depravação total eles querem dizer "inabilidade".

O "U" "unconditional election"  significa "eleição incondicional". Deus decide, sem fundamento na pessoa - isso não têm a ver com ela crer ou não -, Ele decide salvá-la. Deixe-me citar os Cânones de Dort: "Que alguns recebem o dom da fé em Deus, e outros não o recebem, provém do decreto eterno de Deus. De acordo com esse decreto, Ele graciosamente quebranta os corações dos eleitos, ainda que seja obstinados, e inclina-os a crer; enquanto que Ele deixa os não eleitos em Seu justo julgamento às suas impiedades e obstinação."

O "L" "limited atonement"  representa "expiação limitada": Cristo não morreu por todos. O calvinismo é um pouco difícil. Na realidade eu fui avisado por muitos, inclusive amigos, " Não escreva um livro sobre calvinismo (...) quando ouvissem João 3:16, com os corações abertos ao Senhor, iriam entender das palavras da Bíblia que na verdade Jesus não morreu por todos? Que quando ela diz que Deus amou o mundo, na verdade seria que Ele só amou os eleitos,  e que Ele só deu o Seu Único Filho para morrer pelos eleitos? De onde você tiraria esta idéia? Como uma pessoa comum chegaria a essa conclusão? "Expiação ilimitada": Cristo não morreu por todos. E Dort declara: Pois este foi o soberano conselho e mais preciosa vontade e propósito de Deus o Pai... que(...) a preciosa morte de Seu Filho devesse se estender para todos os eleitos (...), todos aqueles somente, que foram desde a eternidade escolhidos para a salvação (...), Ele a comprou para eles por Sua Morte". (...) mas um calvinista diria: "Você quer dizer que parte do sangue de Jesus foi desperdiçado? Digo, se Cristo derramou parte do Seu sangue por pessoas que vão acabar no inferno, então o Seu sangue foi desperdiçado!" Espere um pouco, você não pode dividir o sangue de Cristo e dizer "uma parte do sangue derramado por esta pessoa, e outra por aquela pessoa". Se houver um só pecador na terra, todo o sangue de Jesus teria de ser derramado, não é verdade? Ele pagou a pena pelo pecado, não apenas por pecados individuais.

O "I" "irresistible grace" representa "graça irresistível". Deixe-me citar a confissão de Westminster: "Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e aqueles somente, Ele se agrada, em Seu tempo determinado, em eficazmente chamar, pela sua Palavra e Espírito, para fora do estado de pecado e morte, (...) e em eficazmente atraí-los a Jesus Cristo: ainda que eles livremente vêm, são assim inclinados por Sua graça." agora nos temos um problema. Nós comentamos isso com detalhes no livro. Muitos calvinistas negam que o homem tenha vontade própria, que ele sequer pode fazer uma escolha, ainda que Cristo tenha dito "Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá...", João 7:17. Porque calvinistas fazem de Deus a causa de tudo! Eles exageram na soberania ao ponto de você não poder pecar sem que Deus o cause! Deus é a causa de tudo. Então, se  você for salvo, Deus tem que levá-lo irresistivelmente a crer, e assim a graça... Eu acho que isso é um equívoco: como a graça pode ser irresistível? Não é"gracioso" forçar alguém, é? E então eles têm que lidar com a questão da vontade. "Oh, Deus graciosamente muda a vontade deles, sem forçá-los". Eu não sei como isso é possível! "O homem convencido contra a sua vontade não muda a verdade", a menos que você dê a essa pessoa uma nova vontade. Mas, não,eles não dizem isso. O perdido tem vontade própria, e de alguma maneira essa vontade foi mudada sem o seu consentimento. Mas graciosamente ele foi mudado e agora sua vontade deseja algo diferente. Eu não acho que você pode fazer isso. Isso é como (sabe, nos vamos falar sobre isso amanhã, ou talvez hoje a noite) o Talibã. Esse é um dos problemas com o Islamismo: você não tem nem que acreditar! Você precisa querer! Nos dias de hoje na Indonésia, eles colocam um machado no seu pescoço e dizem "Você vai confessar! Não há outro Deus além de Alá e Maomé é seu profeta, ou arrancamos a sua cabeça!" Você tem que acreditar . Mas o que a Bíblia diz? O eunuco etíope disse, "Olhe, aqui há água. Que me impede de ser batizado? (Atos 8:36) E ai Filipe coloca uma espada na garganta daquele homem e diz "Ou você crer, ou está morto!" Não, Felipe diz "você pode se crê de todo o coração " (At 8:37). De todo o coração. Mas o que significa crer de todo o coração?! Se de alguma forma Deus vai me fazer crer no que eu não queria crer...! Bem, comentaremos mais depois.Mas você têm um problema com a vontade aqui. Martinho Lutero escreveu o livro "A Escravidão da Vontade", e calvinistas vieram me perguntar, "você já leu 'A Escravidão da Vontade'?" Sim, já li, e eu poderia encontrar tantas lacunas nele que poderia dirigir um caminhão através dele. Eu não tenho tanta admiração assim pela a exegese de Martinho Lutero, e até mesmo pela a sua lógica! Por exemplo, ele usa o Salmo 73, onde o salmista diz "Tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios. Eles não passam por sofrimento e tem o corpo saudável e forte"... e aqui estou eu, tentado agradar a Deus, e as coisas vão tão ruim para mim... E então o salmista diz, "Agi como insensato". E Lutero se esqueceu do "e": "e ignorante, minha atitude para Contigo era a de um animal irracional". Mas Lutero dá um salto e diz "Está vendo só? A vontade do homem é como um animal irracional! Se Deus a domina, ela vai para onde Deus quer que ela vá; se o diabo a domina, ela vai para onde o diabo deseja". O Salmo não fala sobre isso! Não é isso que o salmo diz, e Martinho Lutero comete erro continuadamente naquele livro. E os calvinistas são bem incisivos (estou me adiantando) que o homem não tem vontade própria. Bem...o "I" é "graça irrresistível";

 O "P" "perseverance of the saints" representa "perseverança dos santos",  Westminster: "Que Deus não permitirá que algum eleito perca a salvação que Ele soberanamente lhe deu". Eu achava que era pelo menos um calvinista de 1 ponto, porque eu acredito na segurança eterna e tenho certeza que provavelmente alguns de vocês não acreditam. Mas Jesus disse, "Eu dou às minhas ovelhas a vida e elas nunca  perecerão", e eu acho que se eu tivesse a vida eterna hoje e não tivesse amanhã, essa seria uma vida eterna estranha. E, não acredito, se eu tivesse de alguma maneira ter de continuar na fé para manter a minha salvação, então eu acho que poderia caminhar nas ruas de ouro e me gabar um pouco, ! "Senhor,  é maravilhoso que morreste por mim, mas eu fiz minha parte também... Eu me mantive salvo." Jesus disse: "Quem ouve a minha palavra e crê n'aquele que Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado (isso soa como uma promessa!), mas já passou da  morte para a vida" (João 5:24). Eu acredito que tenho vida eterna porque Jesus me prometeu! E eu aceitei Sua promessa. Mas o calvinista crê que ele é eternamente salvo porque ele é um dos eleitos. Oh, agora temos um problema! Vamos comentar depois. Como você sabe que é um dos eleitos? Esse é um problema real que atormentou os puritanos com dúvidas de sua salvação.

Vou deixar uma citação de R.C. Sproul  (acho que esse nome é conhecido), expressando suas dúvidas sobre a salvação porque seu comportamento não era como achava que deveria ser. Certo! Então, eu não acho que você poderia chegar a essas conclusões assim como uma pessoa comum lendo a Bíblia. O Calvinismo foi imposto na Bíblia. E eles tem essa estrutura de crenças e então eles tentam interpretar a Bíblia de maneira que ala diga o que eles querem.
 
Fonte pesquisada:http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_pontos_do_calvinismo

quarta-feira, 18 de junho de 2014

BATALHE PELA FÉ PARA NÃO NEGAR A JESUS CRISTO


BATALHE PELA FÉ PARA NÃO NEGAR A JESUS CRISTO E SER DESTRUIDO


Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; (Judas 1:3-5).

 

Caro leitor, como o autor do texto acima, estou abrindo uma lacuna dentro dos textos soteriológicos, motivando a todos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.

Estamos vivenciando os últimos dias da igreja na terra e Satanás sabe que tem pouco tempo, portando, toda operação do engano será usada nesses dias. Haverá sinais nos céus, poderes sinais e prodígios da mentira até que o homem da iniquidade se manifeste.

Semana passada ouvi um relato sobre o testemunho que um odontólogo vem dando em Fortaleza nos ciclos da ICAR. Resumirei o testemunho nas linhas abaixo tecendo comentários.

Ele é colombiano, veio ao Brasil com 17 anos juntamente com dois irmãos para estudar. Quando universitário se envolveu com bebidas, drogas e chegou ao fundo do poço. Um amigo o levou a uma igreja evangélica onde conheceu um Deus de amor, perdão e misericórdia. Depois de formado, em seu consultório não atendia a nenhum católico. Ele perguntava a religião e se a pessoa afirmasse ser ele alegava não ter agenda para atendimento.

Comentário: Pelo relato dele podemos ver que jamais conheceu o Deus de amor, perdão e misericórdia como afirmou no testemunho.  Pois todo evangélico que conheceu o Deus de amor, perdão e misericórdia o seu maior prazer e encontrar um católico romano para ter uma oportunidade de falar sobre esse Deus. O colombiano era mais um membro da jihad do evangelho talibanizado, que  influenciam milhões em nosso país.

O colombiano continua seu testemunho dizendo que um de seus irmãos ficou doente de câncer cerebral, e ele sempre procurava levar seu irmão para igreja evangélica mas sempre encontrava obstáculos. Ele estava vendendo todo os seus bens para procurar cura para seu irmão fora do país, quando uma corretora de imóvel o convidou para um grupo de oração. Esse grupo de oração era da renovação carismática. O seu irmão quis ir ao queremos Deus, depois do terceiro encontro com o grupo de oração. Mesmo contra a sua vontade e disfarçado ele foi com o seu irmão para o queremos Deus. Ao chegar na entrada do PV para o III queremos Deus, uma cliente, que fazia parte da comissão organizadora o reconheceu e os levou para perto do Padre responsável pelo evento. Os organizadores do evento estavam tentando levantar, subir uma imagem de nossa senhora das graças com uns balões. Depois da sétima tentativa ainda não tinha conseguido erguer a imagem. Então o padre falou: Maria, nossa mãe não quer ir embora porque tem gente precisando dela aqui. Ao ouvir isso o colombiano teve um encontro com Maria e sentiu o seu amor e entregou tudo a ela. O colombiano também afirma que estava noivo com uma católica, ia desfazer o noivado, porque tinha que sair do país com o irmão. ( O testemunho do odontólogo colombiano esta no youtube)

Comentário: Como é que uma pessoa que não aceitava um paciente se ele fosse católico e foi reconhecido por uma cliente no queremos Deus? E como é que uma pessoa que tem total aversão aos católicos e noivo com uma católica? Alguns católicos, companheiro de trabalho, afirmam que ouviu na sua igreja ele falar que era eis pastor evangélico.

O colombiano no final do seu testemunho afirma que Jesus falou que ninguém vem ao pai se não por mim. Mais para ir a Jesus, você tem que ir por Maria.

 
ALGUNS PONTOS A CONSIDERAR SOBRE A DOUTRINA DO CATOLICISMO SOBRE MARIA

Nos evangelhos Maria é apresentada como mulher pura, humilde e submissa a Deus. Ela foi mais favorecida do que todas as outras mulheres, pois se tornou a mãe de nosso Salvador Jesus Cristo.

Embora Maria fosse bem aventurada, digna de toda honra, piedosa e mãe de Jesus, ela não pode interceder por nós diante de Deus, não pode nós salvar e não devemos adorá-la. Isso é claro nas escrituras.

Vamos comparar os ensinamentos da ICAR com a palavra de Deus. As citações abaixo foram extraídas do livro, The Glories of Mary (As Glórias de Maria), escrito pelo Bispo Alphonse de Ligouri, um dos maiores escritores devocionais da ICAR. Vejamos algumas comparações.

 

É Dado a Maria o Lugar Pertencente a Cristo

Igreja Católica Romana:

'E ela é verdadeiramente uma mediadora de paz entre pecadores e Deus. Os pecadores recebem perdão somente por Maria' (págs. 82,83). 'Maria é nossa vida...Maria assim, obtendo esta graça para os pecadores por suas intercessões, restaura-lhes a vida (pág. 80). 'Caiu e está PERDIDO o que não se refugia em Maria' (pág. 94).

A Palavra de Deus:

'Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem' ( 1 Timóteo 2:5 ). 'Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim' (João 14:6). 'Cristo...é a nossa vida' (Colossenses 3:4).

 

Maria é Mais Glorificada do que Cristo

Igreja Católica Romana:

'A Santa Igreja ordena uma ADORAÇÃO peculiar a MARIA' (pág. 130). 'Muitas coisas...são pedidas a Deus, e não são alcançadas; elas são pedidas a Maria, e são obtidas', porque 'Ela....é até mesmo Rainha do Inferno, e Soberana Senhora dos Demônios' (págs. 127, 141 ,143).

A Palavra de Deus:

'Em nome de Jesus Cristo. Porque não há outro nome debaixo do céu dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 3:6 ; 4:12 ). Seu Nome é 'acima de todo nome...não só neste século, mas também no vindouro' (Efésios 1:21).

 

Maria é o Portão para o Céu em vez de Cristo

Igreja Católica Romana:

'Maria é chamada...o portão do céu porque ninguém pode entrar neste bendito reino sem passar através DELA' (pág. 160).'O Caminho da Salvação é aberto por nenhum outro além de MARIA', e visto que 'Nossa salvação está nas mãos de Maria...O que é protegido por MARIA será salvo, e o que não é se perderá' (págs. 169,170).

A Palavra de Deus:

'Eu sou a porta. Se alguém entrar pó mim, salvar-se-á', disse Cristo (João 10:1,7,9). 'Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho...ninguém vem ao Pai, senão por mim' (João 14:6). 'Em nenhum outro há salvação' (Atos 4:12).

 

É Dado a Maria o Poder de Cristo

Igreja Católica Romana:

'Todo poder é dado a ti no Céu e na terra', de forma que 'ao comando de MARIA todos obedecem - até Deus....e dessa forma Deus colocou toda a Igreja.....sob o domínio de Maria' (págs. 180,181). Maria 'é também a Advogada de toda a raça humana...porque ela pode fazer o que quiser com Deus' (pág. 193).

A Palavra de Deus:

'É-me dado todo o poder no céu e na terra', de forma que 'ao Nome de JESUS se dobre todo joelho', 'para que em todas as coisas Ele possa ter a primazia' (Mateus 28:18; Filipenses 2:9-11; Colossenses 1:18). "Mas se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, JESUS CRISTO, o justo: e ele é a propiciação pelos nossos pecados' (1 João 2:1,2).

 

Maria é quem faz a Paz em vez de Cristo Nossa Paz

Igreja Católica Romana:

'Maria é a Apaziguadora entre pecadores e Deus' (pág. 197) 'Nós freqüentemente obtemos mais rapidamente o que pedimos invocando o nome de Maria, do que invocando o de Jesus.' 'Ela é nossa Salvação, nossa Vida, nossa Esperança, nosso Conselho, nosso Refúgio, nosso Socorro' (págs. 254,257).

A Palavra de Deus:

'Mas agora em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz' (Efésios 2:13,14). 'Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis', porque 'se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, ele nos ouve'. (João 16:24 ; 1 João 5:14).

 

É dada a Maria a Glória que Pertence Somente a Cristo

 

Igreja Católica Romana:

'Toda a Trindade, Ó MARIA, te deu um nome.....acima de todo outro nome, para que ao Teu Nome todo joelho se dobre, das coisas no céu, na terra, e debaixo da terra' (pág. 260).

A Palavra de Deus:

'Por isso, também Deus O exaltou soberanamente, e LHE deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao Nome de JESUS se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra' (Filipenses 2:9,10).

Ligouri, mais do qualquer outra pessoa, tem sido responsável pela promoção da Mariolatria na Igreja Romana, destronando Cristo e entronizando Maria nos corações das pessoas. Contudo, em vez de excomunga-lo por suas heresias, a Igreja Romana lhe canonizou como um santo e tem publicado seu livro em muitas edições, mais recentemente sob a imprimátur [permissão de autoridade religiosa para imprimir texto previamente censurado] do Cardeal Patrick Joseph Hays, de Nova York.

Em um livro de oração largamente usado, o Raccolta, que tem sido especialmente indulgenciado por diversos papas e que conseqüentemente é aceito pelos Romanistas como autoritário, lemos como se segue:

'Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, nossa Vida, Doçura, e Esperança, Salve ! A vós bradamos os degredados filhos de Eva, A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrima !

'Voamos para debaixo de teu abrigo, ó santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita'.

'Coração de Maria, Mãe de Deus...Digna de toda veneração de anjos e homens.....Em ti, a Santa Igreja encontra abrigo. Protege-a, e sê seu auxílio, a sua torre, a sua força.

'Doce coração de Maria, sede minha salvação.'

'Não me deixes, Minha Mãe, em minhas próprias mãos, ou eu estarei perdido; deixa agarrar-me a ti. Salva-me, minha Esperança; salva-me do inferno.'

Também no Raccolta, orações são dirigidas a José:

'Bendito José, nosso guia, proteja-nos e a Santa Igreja.'

'Protetor das Virgens, e Santo Pai José, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a própria inocência, e Maria, Virgem das Virgens ! Em nome de Jesus e de Maria, este duplo tesouro que vos foi tão caro, vos suplico que me conserveis livre de toda impureza, para que, com alma pura e corpo casto, sirva sempre, fielmente, a Jesus e a Maria. Amém'.

O rosário, que é de longe o mais popular ritual de oração Católico Romano, contêm cinqüenta 'Salve Maria'. O Salve Maria (ou Ave Maria) é como se segue:

'Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.'

 

Fonte de pesquisa: BOETTNER, Loraine. Catolicismo Romano. Imprensa Batista Regular, São Paulo 1985 pp 114-117.

domingo, 8 de junho de 2014

PRESCIÊNCIA DETERMINA A PREDESTINAÇÃO

Por Dave Hunt
 
Se for para crer que Deus predestinou algumas pessoas a ir para o inferno, então devemos também acreditar que Ele predestinou Adão e Eva deveriam pecar e, portanto, predestinou todo o mal que se seguiu. Isso é totalmente ilógico e absurdo. O calvinista rigoroso diz que somos totalmente depravados e não podemos escolher se vamos receber a Cristo ou não. No entanto, esse argumento não se aplica a Adão e Eva, pois eles foram criados na inocência. Se hoje, como nós, eles pudessem escolher apenas o mal, então a recomendação de Deus para que não comecem do fruto proibido (como também seu apelo para que venhamos a Cristo) é uma farsa.
 
A rebelião das criaturas no jardim do Éden, que até aquele momento eram inocentes e viviam em um ambiente perfeito, pode apenas ter sido o resultado do desejo que tinham de opor-se ao desejo de Deus. E se essa não fosse uma escolha genuína, então o pecado não poderia ter entrado no mundo por aquele ato, uma vez que eles já deveriam ser pecadores.
 
É verdade, Deus previu que Adão e Eva se rebelariam e Ele tinha conhecimento de todo o mal que se seguiria. Portanto, ele providenciou para que todo pecado e todo pecador fosse perdoado por meio de Cristo mesmo antes de Ele ter criado o mundo (Ap. 13:8). Mas Ele não predestinou o mal que se iniciou no Éden e que permeia o mundo! Se Ele assim o fizesse, então todas as violações, assassinatos, ódios e ciumes que já ocorreram na história e continuam ocorrendo até hoje existiriam porque Deus assim predestinou. Mais uma vez, isso é totalmente inconsistente com o caráter de Deus, conforme revelado em sua Palavra.
 
Romanos 8: 29-30 declara: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou (…) chamou (…) justificou (…) glorificou”. Deus, de forma clara, certificou-se de que o evangelho seria apresentado a todos que Ele sabia que creriam em sua Palavra. Portanto, a presciência é a chave da predestinação. Os calvinistas rigorosos objetam de que o fazer a escolha “é fundamentado em uma ação e a salvação não depende delas”. Entretanto, o fato de um homem escolher aceitar o perdão que Deus oferece em Cristo não constitui uma ação humana. Se um homem que estiver se afogando, impotente para salvar a si mesmo, aceitar uma ajuda de resgate, será que ele, desse modo, teria feito alguma coisa para salvar a si mesmo? Será que ele poderia dizer que foi salvo pelas suas próprias ações? Será que ele poderia se orgulhar (conforme alguns sugerem em relação àqueles que receberam a Cristo por um ato de sua própria vontade) de que seu resgate do afogamento ocorreu porque era “bastante esperto, bastante amoroso, bastante sábio, bastante justo ou bastante qualquer outra coisa”...? é claro que não.
 
A salvação é toda de Deus e toda pela graça. Aqueles que a aceitam não têm nada a ganhar. Na verdade, um pecador, para ser salvo, deve confessar sua total indignidade e inabilidade para merecer ou ganhar a salvação. Ele deve simplesmente recebê-la como um dom gratuito da graça de Deus.
 
Um dom incorpora dois elementos essenciais: (1) a doação desse dom; e (2) a recepção dele. Ninguém pode dar um dom a alguém a menos que a pessoa esteja disposta a recebê-lo. Deus não impõe a si mesmo nem a sua graça a ninguém. Devemos, deliberadamente e de boa vontade, receber o dom da salvação. Essa é a razão pela qual o evangelho é pregado, e para a pessoa ser salva, precisa acreditar nele.
 
 

Extraído de HUNT, Dave. Em Defesa da Fé Cristã – Respostas a perguntas difíceis. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 304-306.

 
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

JUSTIFICAÇÃO, REGENERAÇÃO, SANTIFICAÇÃO E GLORIFICAÇÃO


O homem antes de manter contato com a palavra de Deus e aceitar a Cristo é dicotômico, possui um corpo e uma parte espiritual contendo duas substância: uma alma que sente e recorda, e um espírito que tem consciência e possui conhecimento de Deus. Quando esse homem entra em contato com a palavra de Deus e O aceita, o espírito é regenerado e o homem passa a ser tricotômico, porque a palavra de Deus separa a alma do espírito, conforme o que está escrito em Hb 4:12. Três elementos essenciais forma agora o homem nascido de novo: um espírito, imortal que tem vontade e consciência, uma alma e um corpo. O apóstolo Paulo em I Ts 5:23 fala em sua oração da santificação do espírito, alma e corpo.

No momento da salvação o espírito é regenerado e justificado isso inclui nova vida em Cristo, reconciliação com Deus,  perdão de pecados através do sacrifício de Jesus, e a declaração de Deus tornando-o justo. A alma passa pelo processo de santificação através da  transformação à semelhança de Cristo e como consequência o corpo será glorificado no futuro.

A justificação é Deus como juiz declarando o homem justo. O Antigo testamento utiliza duas formas diferentes do mesmo termo hebraico (hidsdik e tsiddek) para expressar o conceito de justificação. Esses termos, exceto em algumas passagens, não indicam mudança moral operada por Deus no homem, mas regularmente designam uma declaração divina a respeito do homem. Transmitem a ideia de que Deus, em sua qualidade de juiz, declara o homem justo. (Dt 25:1 Pv 17:15; Is 5:3 Sl 143:2)  O Termo do Novo testamento (diikaio-o) tem o mesmo significado, isto é, declarar justo. (Rm 3:20-28 4:5-7 Gl 2:16; 3:11 5:4 II Co 5:19). Entende-se que o termo "justificar" não significa tornar o homem justo mas declarar justo.

Portanto por justificação entende-se o ato pelo qual Deus declara posicionalmente justa a pessoa que a Ele se chega através da pessoa de Jesus Cristo. Esta justificação envolve dois atos: o cancelamento da dívida do pecado na conta do pecador, e o lançamento da justiça de Cristo em seu lugar. Tornando-se mais claro: Justificação não é aquilo que o homem é ou tem em si mesmo, mas aquilo que o próprio Cristo é e faz na vida do crente.

"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.
Ao qual Deus propôs para propiciarão pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
"  Rm 3 :24-26

Não se deve confundir Justificação com regeneração. A regeneração é obra sobrenatural e instantânea de Deus que outorga nova vida ao pecador que aceita a Cristo como seu salvador pessoal. Através desse milagre, o pecador é ressuscitado da morte (do pecado) para a vida (na justiça de Cristo)

Esta nova vida é a natureza divina que passa a habitar no crente, mediante o poder do espírito Santo. (Tt 3:5; Jo 1:12-13) Sem essa miraculosa transformação espiritual, o pecador arrependido permaneceria morto na sua natureza pecaminosa e incapaz de conhecer a Deus num relacionamento pessoal. (Ef 2:1 Rm 8:7)

A justificação tem um lugar fora de nós , junto ao trono de Deus, onde Ele nos declara justos. É pois coisa objetiva . A regeneração é obra divina operada em nosso interior. É  por isso, subjetiva.

Frelingh afirma que A justificação é o veredito de Deus e a regeneração é uma experiência humana. A justificação é o que Deus fez por nós ; a regeneração e o que Deus faz em nós. A justificação muda a nossa posição, ou situação; a regeneração tem a ver com o nosso estado. A justificação muda nosso estado para com Deus; já a regeneração muda a nossa natureza.

A santificação é obra da graça pelo qual o crente é separado do ego e da pecaminosidade interior, e , pela concessão do Espírito santo, separado para a santidade e o serviço de Deus. A santificação tem início com a regeneração quando Deus liberta o homem do pecado e opera o desejo de ser semelhante a Cristo. O Breve Catecismo de Westminster na página 35 afirma que a Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.

A glorificação será a salvação da presença do pecado em nossa vida. Na glorificação, a salvação envolverá o corpo físico, então glorificado. Estaremos ressuscitados. Estaremos no Céu (Rm 13:11; 2Co 5:2,4; Fp 2:12 e Hb 9:2). Será redenção do corpo (Rm 8:23).

 

Em resumo poderíamos dizer que a salvação, obra da graça de Deus vista na experiência humana, ela tem três tempos: no passado, justificação; no presente, santificação; no futuro, glorificação. "A justificação é um ato instantâneo; santificação é um processo; regeneração é nascimento, santificação é crescimento; transformação progressiva efetuada pelo Espírito Santo na vida daqueles que confiam em Cristo."

 

Até Breve.

Marcos Avelino

 

Fonte de Consulta

OLIVEIRA, Raimundo, soteriologia, ler As grandes doutrinas da bíblia, CPAD, Rio de janeiro, 1987 v./ pp.225-235

FRELINGH, H.M. Os oito Pilares da Salvação,. Betânia, Belo Horizonte,MG, 1968 v./ pp.94

Eliseu Pereira - lição 20 - Doutrina da Santificação -  http://www.ebdonline.com.br/cursos/fundamentos20.htm

domingo, 11 de maio de 2014

A INFLUENCIA DE AGOSTINHO NA IGREJA REFORMADA

Talvez, muitos dos leitores ficaram perplexo em saber que a igreja reformada perseguiu os Cristãos que não tinham a mesma cosmovisão da igreja estatal (Postagem do dia 15 de Abril de 2014). Protestante perseguindo protestante! Talvez o leitor pergunte: Como isso aconteceu?

Na postagem anterior falei da influencia de Agostinho na ICAR (Igreja Católica e Apostólica Romana) e como ele instigou a perseguição. Na Postagem de hoje vamos refletir sobre a influencia de Agostinho na  igreja reformada, principalmente no Calvinismo e Luteranismo.

Abaixo transcrevo parte do discurso de Dave Hunt falando sobre o assunto. (Dave Hunt estava na Inglaterra falando a respeito de seu Livro: What Love Is This?: Calvinism's Misrepresentation of God -Que Amor é Esse?: Calvinismo uma falsa representação de Deus)

Agora, o Calvinismo vem de Agostinho. Todo o calvinista reconhece isso. Calvino cita Agostinho nas suas Institutas (dessa grossura, que eu li cuidadosamente) mais de 400 vezes, usando frases como "pela autoridade de Agostinho". Spugeon disse: "Calvino (Isto é, o Calvinismo) deriva principalmente dos escritos de Agostinho". João Calvino diz: "Agostinho está tão inteiramente comigo, que se eu quisesse escrever uma confissão de minha fé, eu poderia fazê-lo a partir de seus escritos, com toda completude e satisfação".
Eu cito vários calvinistas no livro e um atrás do outro diz... Bem R. C. Sproul diz: "Agostiniano é atualmente chamado Calvinismo ou Teologia reformada". Eles todos admitem que João Calvino não é o criador do Calvinismo, mas que ele tirou esta doutrina de Agostinho, e Agostinho foi o primeiro a ter essas ideias.
Bem quem foi Agostinho? Alguns de vocês devem saber que ele é um dos quatro.... Bem, temos alguns católicos aqui que devem saber... Ele é um dos quatros doutrinadores da Igreja; ele tem um dia santo, 28 de agosto, o dia de sua morte; em 1986, o Papa celebrou os 1600 anos de sua conversão... e citou algo que Agostinho disse, "Eu não creria no Evangelho se não tivesse sido movido pela autoridade da Igreja". Um apologista católico citou isso para mim, para confirmar a autoridade da Igreja Católica. "É daqui que vem a autoridade!"
Sir Robert Anderson, outro britânico, disse: "A Igreja Católica Romana foi moldada por Agostinho na forma que tem mantido até hoje. Todos os erros, que se desenvolveram nos séculos seguintes nos ensinos da igreja , praticamente se pode encontrar em forma de embrião nos seus escritos". Mas entre elas você teria: batismo infantil para salvação; a necessidade de batismo para a salvação; salvação só pode ser encontrada na igreja, em seus sacramentos, e perseguição de tudo que rejeitasse esse ensinamento; aceitação dos apócrifos; interpretação alegórica da Bíblia (você não leva a sério os dois capítulos de Gênesis! É apenas alegoria! E eles alegorizaram muito mais). Tudo isso veio de Agostinho. Ele também rejeitou o Milênio, o Reino literal de Cristo sobre Terra -na verdade nós não estamos no Milênio! Você lê isso no livro "Cidade de Deus" . O diabo está preso atualmente, caso você não tenha notado. E a Igreja esta no processo de conquistar o mundo. Sabe, essas coisas, o Reino, o ensino do domínio que está no meio dos carismáticos... Tudo vem de Agostinho e é bastante católico!
O historiador Philip Schaff chama Agostinho de o "o primeiro católico romano verdadeiro" e "o principal criador teológico do sistema latino-católico , em contraposição ao Protestantismo evangélico".
Deixe-me citar Jonh Piper (posso achar rapidamente aqui). Jonh piper diz... Isso é chocante... Um dos meus capítulos é chamado "A chocante", na verdade acho que não é "chocante",... é A surpreendente conexão com o catolicismo Romano". Ouça o que diz Piper, e todos concordam com isso: " O texto-padrão teológico de onde beberam Calvino e Lutero foi 'Sentenças", de Pedro Lombardo. 90% desse livro consiste em citações de Agostinho.
Lutero era um monge agostiniano, e Calvino mergulhou nos escritos de Agostinho, como podemos ver  no crescente uso de escritos agostinianos em cada nova edição das 'Institutas' (...)
Paradoxalmente, um dos mais estimados pais da Igreja Católica Romana foi quem 'nos deu a Reforma'". Oh! Não é maravilhoso? Os dois mais famosos pais da Reforma Protestante, Calvino e Lutero, estavam pesadamente sob a influência de Agostinho, o primeiro católico romano! É chocante não é? Isso explicaria porque Igrejas Reformadas ainda hoje acreditam em batismo infantil para salvação. Isso incluiria a sua igreja aqui também, a Igreja Anglicana, não é mesmo? Não é isso que eles ensinam? Agora temos um problema, as pessoas descobrem que é isso que a Reforma faz em toda a Europa. Encontro essas pessoas o tempo todo. Eles nunca foram salvos. Eles foram batizados,catequizados, confirmados, e eles dizem "Nós participamos da Confirmação porque iríamos ganhar presentes dos nossos parentes!" Pelo menos isso é o que acontece na Europa, na Alemanha e  em outros lugares. E depois eles casam na Igreja, são enterrados na Igreja, mas fora isso, eles nunca aparecem na porta da Igreja. E isso tem posto muitas pessoas contra o Cristianismo. E, veja, se eu tivesse sido batizado quando bebê e aquilo me salvasse ( e isso admitido por luteranos  também, e presbiterianos), então você não deveria pregar o Evangelho para mim! Paulo disse que o Evangelho é poder para salvação de todo aquele que crê, mas por que você quer que eu me salve, se eu já fui regenerado e todos os meus pecados foram perdoados quando eu era  um bebê, no batismo?
Agora temos um erro muito sério. E, na realidade , João Calvino disse que a única forma de saber se você é um dos eleitos é se você  foi batizado quando bebê. Mesmo se foi por padre católico fornicador, ímpio e descrente! E você tem fé no seu batismo.
Sabem, houve pessoas chamadas  "anabatistas", lembram? Eles se batizavam de novo. Eles eram católicos e foram salvos para graça de Deus, acreditando no Evangelho, pela fé em Cristo, e eles disseram que batismo é para os crentes. Felipe disse ao eunuco etíope "Se você crer de todo o coração"? E um bebe não crer, ele sequer compreende! Nós temos que ser batizados agora, como crentes" Mas os anabatistas foram odiados, perseguidos e mortos, não apenas por católicos, mas também por luteranos e calvinistas. Isso não é verdade? E você ainda ver essa animosidade atualmente. Não sei quanto a vocês aqui na Inglaterra, mas conheço a Europa Continental melhor, e uma pessoa que se salva e se converte fora de igreja luterana ou calvinista... Uau!  A família não vai querer aproximação com ela. Não sempre , mas em muitos casos. "Você negou a validade do seu batismo infantil!" E esse é um problema muito, muito sério. Então, temos aqui algo muito impressionante: a conexão com o catolicismo, tanto em Calvino como em Lutero, e o que restou dele nas chamadas igrejas "reformadas" durante o processo de Reforma.
Agostinho foi chamado de "Pai da Inquisição". Ele era um constantiniano. Lembre  que Constantino, o imperador romano, deu liberdade aos cristãos.
Qual é a lógica de perseguir os cristãos. Eles não ficam bêbados, não se rebelam, são honestos, morais, trabalham duro... Por que vocês estão matando? Talvez eles influenciem os outros! Eles são bons cidadãos!
Constantino não era um cristão. Ele continuou a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos; ele continuou a presidir os festivais pagãos, mesmo sendo o Cabeça do Colégio Pontifício; ele não pôs fim aos sacrifícios à deusa Vesta, nem expulsou as Virgens de Vesta; as moedas tinha a imagem do Deus-Sol, e não do Filho de deus; etc.
Constantino somente estava interessado em unir o seu Império, e se você quiser estudar sobre Ecumenismo, leia sobre Constantino. Ele foi o primeiro ecumenista, e convocou o Primeiro Concílio Ecumênico em 325 d.C.: o Concílio de Niceia. Ele o presidiu e moderou os discursos, etc. Ele pensou que, dando liberdade aos cristãos, ele uniria o seu Império. Mas para a sua surpresa, ele descobriu que "esses cristãos são todos divididos, eles não se dão uns com os outros!" E então ele convocou o concílio de Niceia para acertar alguma coisas, e finalmente impôs: "Vocês terão de concordar com isso!" E foi isso que Agostinho fez.
A controvérsia com as donatistas. Lembram-se deles? Eles ficaram desapontados, porque alguns bispos e leigos tinham negado a Cristo sob a perseguição de Diocleciano e de outros para se salvarem e não serem mortos, eles negaram a Cristo, e quando Constantino chega ao poder e dá a eles liberdade na Igreja, porque eles disseram que não tinham negado a Cristo de verdade, "nós continuamos cristãos todo o tempo". E eles foram acolhidos novamente na Igreja. Digo, vocês pode citar Agostinho e ele diz "Se você for a Igreja hoje, verás feiticeiros, astrólogos e seus clientes, outros com amuletos..." Os mesmos pagãos que vão aos festivais de outros deuses estão na Igreja! Agostinho não via problema nisso. Todos devem estar na Igreja. Os donatistas disseram"Não! A Igrejas deve ser dos crentes,  somente dos crentes verdadeiros! E aqueles que negaram a Cristo durante a perseguição terão de se arrepender e serem salvos e batizados de novo!" Agostinho não ficou feliz. Eles queriam uma igreja pura, mas Agostinho dizia que mesmo não querendo matar pessoas, ele concordaria se fosse preciso para trazê-las de volta para dentro da Igreja.
Então agora você pode entender melhor... E eu não sei porque os calvinistas se chateiam quando vou  a Genebra e mostro o que aconteceu lá. Calvino lhe açoitaria! Torturaria! Eles torturaram pessoas! Eles queimaram em estacas mais de 60 pessoas em Genebra durante o governo de Calvino! Haviam policiais que batiam na sua porta porque achavam que havia pratos demais na sua mesa, e prendiam pessoas por terem cabelo compridos demais, etc. Pena de morte para vários crimes:uma criança que xingasse seus pais era decapitada! Assim João Calvino, que força as pessoas a entrarem no céu através da graça irresistível, e que não Se importa que milhões, provavelmente bilhões, fossem para o inferno - na verdade, Ele mesmo as predestinou para isso, e planejou tudo para que eles sequer possam entender o Evangelho, pois não daria a eles a graça para entender e crer... Bem eu acho que isso iria influenciar suas ações, não iria? "Sim, mas todo o mundo fazia assim naquela época... O papa fazia e tudo mais..."
Espere ai! I Jo 2:6 diz "aquele que afirma que permanece n'Ele (Cristo), deve andar como Ele andou"! Não importa em que sociedade você vive, ou época da História. Por acaso a minha vida não deve refletir cristo vivendo em mim?! Mas eu acho que você vê isso em João Calvino "Oh, ele era muito gentil, orava muito, pregava sem descanso...." Ele também torturou aqueles que discordavam  dele, Baniou-os , os açoitou, etc. Bem, isso tudo vem de Agostinho, o "Pai da Inquisição".
 
Marcos Avelino - Até Breve



 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

AGOSTINHO DE HIPONA

A INFLUENCIA DE AGOSTINHO DE HIPONA


Querido leitor, antes de começarmos a explorar a parte teológica, convém analisarmos alguns dados históricos que serão importantes para compreensão de alguns assuntos abordados no futuro.

Principiamos o assunto da soteriologia, fazendo uma explanação básica sobre a doutrina da salvação, depois expomos o pensamento dos dois principais grupos a respeito da salvação, o arminianismo e o calvinismo. Falamos sobre a supremacia do calvinismo nos primeiros séculos pós reforma e mostramos por que isso aconteceu. Em seguida postamos a razão do crescimento arminiano na atualidade e mostramos alguns perigos das derivações tanto do arminianismo como do calvinismo. Na postagem de hoje vamos falar de um dos maiores teólogos da Igreja Católica Romana, que influenciou de modo marcante o pensamento soteriológico do protestantismo.

O assunto de hoje foi tirado de um Título(Livro) em Inglês e traduzido por uma irmã em Cristo, membro da I Igreja Batista de Teresópolis, RJ.

Agostinho de Hipona [herege, pai e defensor das heresias de Roma]


          
Muitos teólogos evangélicos modernos exaltam o Agostinho do Século V; porém, nós o rejeitamos como um herege. Muitos historiadores têm sabiamente observado que Agostinho (354-430) rejeitou a fé do Novo Testamento ao ponto de usar sua vasta influência para a formação da Igreja Católica Romana  (ICAR). Benjamim Warfield disse que “num legítimo sentido”, Agostinho é o fundador da ICAR (Warfield: Calvin and Augustine, p. 22). A própria ICAR reconhece Agostinho como um dos seus principais Doutores da Igreja, tendo-o canonizado como santo.

          Agostinho foi um perseguidor e o pai da geração de perseguidores. “Agostinho de Hipona não apenas se absteve de dar uma base dogmática ao que havia se tornado a prática da Igreja, mas até declarou encontrar validade final à mesma na Escritura: ‘é, realmente, melhor que os homens sejam levados a servir a Deus pela instrução do que pelo medo do castigo, ou pela dor. Mas, como os primeiros meios são melhores que os últimos, estes, portanto, não devem ser negligenciados; muitos devem ser levados de volta ao seu Senhor, como servos maus, pela vara do sofrimento temporal, porque eles alcançam o mais alto grau do desenvolvimento religioso.... O próprio Senhor ordena que os convivas sejam antes convidados e em seguida sejam compelidos à Sua Grande Ceia. ´E Agostinho argumenta que se o Estado não tem o poder de castigar o erro religioso, não poderia punir um crime como assassinato. Corretamente diz Neander sobre o ensino de Agostinho que ele contém o germe de todo o despotismo espiritual, da intolerância e da perseguição, até mesmo ao tribunal da inquisição’  Não foi muito antes, que o último passo foi dado pela doutrina da perseguição da Igreja. Leão, o Grande, o primeiro dos papas, num estrito sentido do termo, retirou a inferência lógica das premissas a ele já providas pelos Pais da Igreja, ao declarar que a morte é a penalidade apropriada para a heresia” (Vedder, “Our New Testament”, pp. 97/98).

          As mais terríveis perseguições foram infligidas aos crentes bíblicos donatistas, mormente por instigação de Agostinho. Os donatistas contendiam por igrejas segundo o Novo Testamento, compostas exclusivamente dos que evidenciavam arrependimento e fé. Eles praticavam uma forma congregacional de governo da igreja. Eles batizavam os que lhes chegavam de igrejas por eles consideradas heréticas, considerando inválido o batismo de homens e igrejas que não seguiam a fé do Novo Testamento. Assim, eles eram rotulados de rebatizadores, mesmo os seus líderes acreditando que havia apenas um batismo, o batismo verdadeiro. O pastor donatista Petilian declarou: “Aquele que me acusa de batizar duas vezes, realmente não foi batizado uma vez. O apóstolo Paulo diz que há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Este batismo que professamos publicamente é o correto e os que acham que existem dois são insanos” (David Benedict, “History of the Donatists”, 1875, p. 49). Agostinho se opôs a algumas pessoas, argumentando em favor de uma disciplina flexível da Igreja, a qual permitia os pagãos não regenerados e os líderes eclesiásticos imorais, e exigindo que os donatistas se submetessem ao sistema centralizado da Igreja Católica. E como os donatistas se recusaram a se submeter a tais heresias, as autoridades católicas se juntaram aos poderes seculares, a fim de persegui-los. Muitos dos seus próprios líderes eclesiásticos foram condenados à morte e um grande número destes foi forçado ao exílio.  David Benedict, que laborou durante dez anos na história dos donatistas, trabalhando amplamente nos textos latinos, deu este resumo:

          “Os novacianos e os donatistas eram chamados puritanos, porque sustentavam que a igreja visível do Senhor Jesus Cristo não consiste nem deveria consistir senão dos que estão isentos de manchas e quedas e que todos os outros deveriam ser excluídos.  Quando a ICAR estava visivelmente repleta de membros maus, Agostinho teria dito que a disciplina dos donatistas iria dividi-la em milhares de cismas. As reformas da África  do Norte, ao contrário dos reformadores dos últimos tempos, não deixaram sua obra feita pela metade. Tendo repudiado o cabeça da Igreja, que haviam abandonado, eles também repudiaram seus membros, seus batismos, suas ordenanças e todas as suas crenças oficiais; a todos os que lhes chegavam, do antigo corpo, quer fossem bispos, anciãos, diáconos ou membros leigos, era exigido que fossem rebatizados, reordenados e renomeados em sua nova conexão, em suas estações diferentes” (Benedict: “History of the Donatists”, pp. 186/187).

          Embora não concordemos com os donatistas em cada ponto de doutrina ou prática, estamos incluindo este testemunho porque estes cristãos antigos têm sido ignorados e até difamados pelas igrejas históricas.

          Do mesmo modo como outros “Doutores” e ”Pais” da Igreja, Agostinho foi poluído com muitas heresias. Do mesmo modo que Jerônimo, ele foi batizado em Roma, o trono exato da apostasia. Ele adotou alguns dos métodos alegóricos de interpretação da Bíblia, os quais foram encabeçados por Orígenes, tendo redefinido a Igreja e o reino de Deus, com uma aliança político-eclesiástica, neste mundo presente. Ele foi o pai do amilenismoAgostinho foi o primeiro a se aventurar no ensino de que a ICAR, em sua forma empírica, era o reino de Cristo e que o reino Milenar havia começado com aparecimento de Cristo e, portanto, este era um fato consumado”. (Enciclopédia Britânica).

          Agostinho ensinou que a salvação era somente pela graça, porém confundiu o assunto, afirmando que os sacramentos eram os legítimos meios da graça, pervertendo, assim, o Evangelho da Graça de Cristo, interligando as obras à graça. (Berkhof, “The History of Christian Doctrines”,pp. 206-207). Schaff diz que o centro do sistema doutrinário de Agostinho foi a livre graça redentora de Deus em Cristo, OPERANDO ATRAVÉS DA IGREJA VERDADEIRA E HISTÓRICA (Schaff, II, p. 998). Isto é confundir a graça com o sacramentalismo da Igreja.  A verdadeira graça de Jesus Cristo não é canalizada através da Igreja; ela é oferecida diretamente ao pecador através do Senhor Jesus Cristo. Não existe mediador algum entre Cristo e o homem. O erro de Agostinho referente à graça é um dos principais erros do Romanismo.

          Agostinho ensinou também que Maria é imaculada, conferindo-lhe, blasfemamente, o que pertence exclusivamente ao Senhor Jesus Cristo. Ele também ensinou uma forma de purgatório.

          Agostinho é um dos pais da heresia do batismo infantil, tendo ensinado também que o homem é regenerado pelo batismo. Ele afirmou que os bebês não batizados estão perdidos [N.T. Vão para o fictício "limbo"]. “Originalmente, somente os adultos eram batizados; porém, no final do Século II, na África e no Século III, o batismo infantil foi introduzido e no Século IV, ele foi teologicamente apoiado por Agostinho”.  (Armitage: “A History of the Baptists”, I, pp. 216-217). Sobre o batismo infantil, Agostinho declarou pomposamente: “O que nele não crê e acha que não pode ser realizado, é de fato um infiel. (Orchard: “Concise History of the Baptists”, p. 96).

Agostinho proveu a liderança para o Concílio de Mela, em 416, o qual fez esta maligna proclamação: “Quem negar que os infantes recém nascidos  de suas mães devem ser batizados, seja anátema” (David Benedict, “A General History of the Baptist Denomination, I, p. 59).

          Agostinho exaltou a autoridade da “Igreja” acima daquela da Bíblia, dizendo: Eu não acreditaria no Evangelho se não tivesse sido obrigado pela autoridade da Igreja Universal”.

          O conhecido historiador batista Thomas Armitage observa que “Agostinho tornou-se o campeão do eclesiasticismo, do sacerdotalismo e do sacramentalismo, todos distorcidos em monstruosas proporções”.  (Armitage, I, p. 217).

Nota: Este registro sobre Agostinho é um excerto do livro “Rome and the Bible: Tracing a History of the Roman Catholicism and of its Persecution of the Bible and of the Bible Believers”, copyright, 1996, by David Cloud).

Traduzido por Mary Schultze, em 03/05/2010